As coisas boas de 2016

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Eu sei, 2016 foi um ano horrível pra todo mundo, com mais baixos do que altos, mas hoje eu não to afim de pensar em quão merda foi esse ano. Eu quero relembrar as coisas boas que aconteceram, as coisas que me fizeram ficar feliz. É como um “favoritos do ano” meu, mas não só com coisas materiais.

Em 2016 eu finalmente consegui me encontrar. Consegui descobrir qual curso eu queria fazer, descobri uma cidade maravilhosa (a qual eu odiava a uns anos atrás e sempre dizia que jamais iria pra Viçosa, entretanto cá estamos nós), consegui ser eu em um lugar de estranhos e todos eles me aceitaram. Conheci muita gente maravilhosa, fiz vários amigos e, até mesmo aqueles que me fizeram mal de alguma forma, me ensinaram a gostar cada vez mais de mim e chegar à conclusão (de novo) de que se apaixonar realmente não vale a pena.

Em 2016 eu continuei sendo um pouco patricinha, mas eu consegui desapegar das roupas apertadinhas e perceber que as vezes uma calça de moletom e uma blusa de pijama é a melhor roupa pra ir pra universidade. Aceitei que vestidos largos, que não marcam nem a cintura, ficam muito legais e são extremamente confortáveis. Percebi que, mesmo tendo um rosto q voltou a ter muitas manchas de espinhas, se eu sair só com um rímel, sem mais nada na pele além de protetor solar, eu consigo me sentir bonita. Aceitei que dá pra ir a um barzinho de chinela. Achei nas lojas, finalmente, várias blusinhas que eu não preciso usar sutiã quando as visto (e que também não precisam nem de bojo). Foda-se, sabe?!

Em 2016 eu percebi que eu consigo ficar longe de casa sem sofrer por abandono. Eu sofri por falta de atenção, por falta de colo, por falta de carinho, mas eu fiz ótimos amigos que sempre estiveram lá quando eu tava tristinha, carente e precisava só de um abraço. Também me tornei quase profissional na arte do ovo frito. Percebi que eu não sei cuidar de mim, porque eu sempre tive minha mãe fazendo isso, e ainda to no processo de aprender. Prestar mais atenção no que eu como, cuidar mais do meu corpo e da minha mente.

Em 2016 eu não me deixei cair por todas as coisas ruins. Claro que tem sempre aquelas coisas que eu não consegui segurar e acabei desabando, mas eu consegui aguentar mais os tapas que eu recebi. Eu não cedi logo de cara e, as vezes que eu caí, eu não demorei muito pra voltar. Antes eu me abatia fácil, e levava semanas, até mesmo meses para conseguir me recuperar. Acho que agora eu to começando a me acostumar. A vida nunca foi feita só se coisas boas.

Eu posso está parecendo otimista e poderia finalizar esse texto dizendo que em 2017 será melhor, mas não será. Todo ano é igual. Todo ano tem altos e baixos. Só que dessa vez eu não to indo pra 2017 com expectativas, nem de que vai ser uma ano maravilhoso, nem de que vai ser um ano horrível. Eu to indo pra 2017 sem pensar sobre, por mais que eu odeie surpresas, eu vou ter que ir pra 2017 sem muitos planos, pois é mais fácil de lidar. E aceitar que surpresas fazem parte da vida também. Nem tudo a gente tem que saber. Nem tudo a gente pode controlar.

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